Danos no corpo – A ressaca

  • Introdução – o que é e quais os efeitos do álcool
  • Os efeitos do álcool – O álcool no corpo
  • Danos no corpo

    No Sábado à tarde, João encontra Luís, Sara e David numa esplanada.
    Conversam e riem durante horas.
    — Vai um hambúrguer? — sugere Sara.
    — Não posso — queixa-se João. — Ainda devo dinheiro ao Nuno.
    — Eu ofereço — diz Luís.
    Enquanto comem, falam-lhe da equipa de basquetebol onde se inscreveram.
    — Treinamos três vezes por semana — diz David. João acha fixe.
    — O que é que andas a fazer com o Nuno e os outros? — pergunta Sara.
    — Andamos por aí — responde João.
    — Por aí… a beber! — diz Luís.
    Mais tarde, Sara, Luís e David vão para o polidesportivo.
    — Vem connosco! — convidam eles.
    João fica pensativo. Adorou estar com eles. Mas apetece-lhe uma cerveja.
    — Fica para a próxima — responde.
    — Ok — diz Luís, encolhendo os ombros.
    João mete as mãos nos bolsos e afasta-se.

    Um pouco de álcool não é prejudicial. A maioria dos adultos que bebem, sabem o que fazem. Um pouco de álcool todos os dias pode até ser benéfico em pessoas mais velhas face a certas doenças cardíacas, mas o álcool em excesso durante um longo período de tempo causa danos em qualquer pessoa.

    Se João, Nuno e os outros continuarem a beber muito, arriscam-se a sofrer lesões mais tarde, tais como:
    perda de memória
    cancro da garganta
    lesões cardíacas
    doenças hepáticas
    problemas de estômago
    doenças nervosas

    A ressaca

    No sábado à tarde os pais de João saem. Ele convida os amigos para aparecerem.
    — Vamos fazer uma festa! — diz Nuno. — Onde é que os teus pais guardam as bebidas?
    — Não! Eles ficam furiosos! — responde João.
    — Vá lá, um bocado de cada garrafa. Eles nem vão notar! — insiste Nuno.
    João e Nuno encontram a bebidas num armário e deitam um pouco de cada uma num jarro de cerveja. João vai passando: tem um gosto horrível.
    Não se recorda do que aconteceu a seguir. Lembra-se de se ter arrastado até à casa de banho e de ter vomitado; de ter chorado e pedido ajuda ao Nuno. Agora está na cama com a cabeça a latejar. Raquel, a mãe, está sentada ao seu lado. Dá-lhe água e paracetamol. João tem tonturas, treme e sente-se mal.
    — Falaremos sobre isto amanhã — diz a mãe, séria. — Agora, tenta dormir.
    João deita-se a cama e chora.

    João está com ressaca.

    O fígado só funciona a um determinado ritmo, para anular o álcool ingerido. Demora cerca de uma hora e meia a metabolizar uma lata de cerveja ou de sidra, e outra a libertar-se de um pequeno copo de vinho ou 25 ml de álcool forte. Se bebes a uma velocidade superior, o nível de álcool no teu corpo aumenta e torna-se perigoso.

    João bebeu uma grande quantidade de álcool num curto período de tempo e o seu corpo não consegue acompanhar. As mensagens enviadas pelo cérebro ao estômago fazem-no sentir-se doente. O álcool faz com que o seu corpo fique com falta de água, o que provoca dores de cabeça e a sensação de muita sede. O fígado está em esforço por ter de lidar com tanto álcool. Isso fá-lo sentir-se exausto. Não existe um remédio rápido para a ressaca. O corpo de João precisa de toda a noite e de todo o dia seguinte para recuperar.

    As pessoas dizem que, quando se está com ressaca, parece que fomos envenenados.
    Foi exactamente isso que aconteceu.

     

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